segunda-feira, 28 de março de 2016

Reedição revisada e ampliada do livro “Rio de Janeiro: Centro Histórico Colonial - 1567-2015” será lançada nesta quarta

Lançada pela primeira vez em 1998, quando teve os seus 3 mil exemplares esgotados rapidamente, a obra de referência “Rio de Janeiro: Centro Histórico Colonial - 1567-2015”, de Nireu Cavalcanti, ganha uma edição revisada e ampliada. Na próxima quarta-feira, a partir das 17h, na Livraria da Travessa (Rua Sete de Setembro, 54, Centro do Rio), a Andrea Jakobsson Estúdio Editorial fará o lançamento da segunda edição, que terá tiragem de mil exemplares, ao preço de R$ 90 cada um.


Entre as diferenças para a obra original estão a inclusão de logradouros e a atualização das fotos das edificações remanescentes e do mapa. De acordo com o autor, o mapa contendo a área urbana em 1808, quando a cidade recebeu a Corte portuguesa, está superposto a uma foto aérea atualizada, que inclui todas as transformações havidas até o ano passado.


“O livro resulta de anos de pesquisa sobre a cidade, para a tese de doutorado sobre o Rio de Janeiro setecentista. Fiz fichas dos logradouros com todos os nomes que surgiam em documentos primários e em livros sobre o Rio. Percebi a necessidade para os estudiosos da cidade de um livro tipo dicionário sobre os logradouros e edificações surgidos no período colonial da Cidade Maravilhosa. Como sou arquiteto e urbanista, busquei usar, além do recurso textual, as imagens iconográficas como ilustração do texto”, explica o alagoano Nireu Cavalcanti.


O livro pretende suprir a falta de uma fonte de consulta, objetiva e concisa, que reunisse os logradouros, ao longo de sua existência, desde seus nomes originais até os atuais. Faltava um livro que juntasse todas essas informações, ligando-as a uma linguagem gráfico-visual (mapa, por exemplo) de fácil leitura e identificação. O público-alvo que se busca com esta obra são os amantes da “Cidade Maravilhosa”, desde o mais refinado intelectual até o aluno do primeiro grau; do guia de turismo à dona de casa.


Trecho do livro sobre a origem dos nomes dos logradouros
“É importante entender como se originaram os diversos nomes dados aos logradouros classificados por nossos antepassados, segundo algumas características, de caminho, estrada, azinhaga, campo, paragens, sertão ou rocio, antes de passarem a ser denominados rua, beco, travessa, largo, praça ou praia. Houve um momento em que as autoridades e a população, percebendo as transformações ocorridas na via, passaram a enxergar um caminho como rua, ou um campo como praia e a transição que percorrera de espaço rural ou semi-rural para urbano.


A primeira denominação, em geral, consistia em mera descrição de sua situação em relação a outros logradouros, acidentes geográficos, edificações importantes, marcos referenciais da cidade, ou mesmo formato. Assim, a uma via perpendicular à orla marítima chamou-se “Desvio do mar” e àquela, no alto do morro, “Cume do sal”. Havia o “caminho que vai para a Ajuda” (igreja) e o “que vai da Ajuda para o Desterro”, bem como o “caminho dos Arcos” (aqueduto da Carioca), da Forca ou da Polé, do Boqueirão e as Ladeiras do Seminário ou do Poço do Porteiro, o Beco do Cotovelo, a denunciar que apresentava grande inflexão.


Com o passar do tempo, o logradouro adquiria o nome da edificação mais significativa que por acaso nele existisse ou, porventura, que a ele conduzisse. Assim, foram batizadas a Rua da Cadeia, do Aljube, da Ópera, do Guindaste, do Cemitério, do Rosário, da Alfândega, do Senhor dos Passos, do Bom Jesus, da Candelária, de São Pedro, do Açougue, do Quartel, de Bragança, de Santa Efigênia, da Boa Morte, Detrás do Carmo e Detrás do Hospício... Como se vê, são nomes que, em sua grande maioria, referem-se às igrejas já existentes nesses logradouros.


Também era comum o povo passar a chamar uma via escolhendo o nome de algum de seus moradores a partir da notoriedade social adquirida. É o caso, por exemplo, da Rua da Assembleia, que antes foi conhecida como a Rua do Padre Bento Cardoso, de Marcos da Costa ou de Manoel Ribeiro. O mesmo se deu com a atual Rua Buenos Aires, que fora do Padre Luiz Mattoso, do Teixeira, de Ascêncio Matoso e do Sebastião Ferrão.


As profissões ou tipo de comércio deram, igualmente, origem a nomes dos logradouros: Rua dos Pescadores, dos Latoeiros, dos Ourives, das Violas, da Quitanda, dos Escrivães, do Sabão, das Carnes-Secas, dos Madeireiros, dos Ferreiros, o Beco dos Barbeiros, o Beco do Azeite, a Praia dos Mineiros e a Praia do Peixe. Até mesmo um fato pitoresco ou marcante para a cidade que ocorrera numa determinada área poderia ser motivo para o batismo do logradouro: Matacavalos, Mataporcos, Quebra-Canela, Rua do Fogo, Rua dos Três Cegos, Rua da Fidalga, Campo dos Ciganos, Rua da Escorregadeira ou Rua do Sucussarará que, para alguns historiadores, advém do fato de ter ali residido um médico especialista em curar doenças do reto, mas, para o qual concorro com outras hipóteses no decorrer deste trabalho”.


Sobre o autor
Nascido em 12 de maio de 1944, na cidade alagoana de Olivença, Nireu Oliveira Cavalcanti é arquiteto, urbanista, doutor em História Social, com ênfase em História urbana, e especialista em Planejamento Urbano e Regional e em Metodologia do Ensino Superior. Como arquiteto é o responsável pelos projetos (partidos arquitetônicos) do “Centro de Estudos do Petróleo” para o Instituto de Geociências da UFF, em 2005, e do campus avançado da UFF, em Rio das Ostras (RJ), em 2004), e pelo projeto para o Laboratório de Conforto Ambiental e Eco Eficiência, da Escola de Arquitetura e Urbanismo, da UFF, também em 2005.


Ex-Diretor (entre 2003 e 2007) e atualmente professor da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF, Nireu tem entre seus livros publicados os seguintes títulos: “O Rio de Janeiro setecentista: a vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da Corte” (Zahar, 2003, com reedição pela Biblioteca Rio450 – publicação oficial, em 2015); “Histórias de Conflitos no Rio de Janeiro colonial: da carta de Caminha ao contrabando de camisinha (1500-1807)” (Civilização Brasileira, 2013); “Arquitetos e engenheiros: sonho de entidade desde 1798” (Crea-RJ, 2007); “Crônicas históricas do Rio colonial” (Civilização Brasileira/Faperj, 2004); “Santa Cruz: uma paixão” (Relume Dumará/Prefeitura do Rio, 2003); “Rio de Janeiro centro histórico 1808-1998: Marcos da Colônia” (Anima/Dresdner Bank Brasil, 1998); “Construindo a violência urbana” (Madana, 1986), e “Casarão vermelho: centenário da construção do quartel do Comando Geral do Corpo de Bombeiros, 1908-2008”, com Renata Santos (Casa da Palavra: CBMRJ, 2008).


Nireu Cavalcanti ficou com o primeiro lugar na 42a Premiação Anual do Instituto de Arquitetos do Brasil, em 2004, com o livro “O Rio de Janeiro setecentista: a vida e a construção da cidade da invasão francesa até a chegada da Corte”, e recebeu em 2003 moção de congratulações pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro “pela qualidade intelectual, gráfica e artística da (mesma) obra”. Ainda teve seu nome entre as personalidades que se destacaram no Rio de Janeiro, em 2003, segundo a revista “Veja Rio”, e foi indicado para o Prêmio Faz Diferença, do jornal “O Globo”, em 2012, na categoria Ciência e Saúde.




Ficha técnica
Rio de Janeiro Centro Histórico Colonial, 1567-2015
Autor: Nireu Oliveira Cavalcanti
Andrea Jakobsson Estúdio Editorial – 148 páginas, R$ 90,00, formato: 21x28cm, ilustrado, colorido, mapa encartado
Edição: português
Apoio: Faperj
ISBN: 978-85-88742-69-7
Textos e pesquisa: Nireu Oliveira Cavalcanti
Impressão: Gráfica Santa Marta


domingo, 27 de março de 2016

Stand Up Comedy com Whindersson Nunes no Teatro Municipal de Uberlândia


Com quase sete milhões de inscritos em seu canal no Youtube e mais de 400 milhões de visualizações de vídeos, o youtuber, Whindersson Nunes, tornou-se um nome incontestável na internet.
Tudo começou aos 15 anos sem nenhuma intenção além de receber algumas “curtidas”, mas logo o sucesso veio e o transformou em um comediante tão fenomenal nos palcos quanto já era no Youtube.
Com pouco mais de um ano e meio na estrada com seu primeiro stand up comedy, Whindersson Nunes já acumula números expressivos: mais de 100 mil espectadores já o assistiram no teatro.
No último fim de semana, ele esteve em Brasília para fazer quatro sessões e acabou fazendo onze, com estimativa de público em torno de cinco mil pessoas prestigiando seu trabalho na capital do País.
Seu espetáculo, homônimo, intercala paródias de canções de sucesso na internet como “Tão linda” e “Música sem nome”, com esquetes de stand upcomedy sobre sua infância, conflitos com a mãe abordados de forma hilária e os medos de um menino do interior ganhando a liberdade.
No palco, Whindersson, que é nascido no Piauí, também faz referência aos grandes humoristas do norte e nordeste do Brasil que divertiram muitas gerações.
Para saber mais, acesse: www.whindersson.com.br




Serviço:
O quê: Stand Up Comedy com Whindersson Nunes
Quando: 03 de Abril (domingo) às 17h
Onde:Teatro Municipal de Uberlândia – Av. Rondon Pacheco, 7070 - Uberlândia - (34) 3235-1568
Preços:R$70 (inteira) R$35 (meia). Aceita-se cartões!
Ingressos em:
Na galeria do Uberlândia Clube (das 10h às 18h) - Rua Santos Dumont, 517 - Centro
No Teatro Municipal de Uberlândia (a partir do dia 28/03 das 11h às 18h)


Exposição em homenagem a atriz Berta Loran com 90 anos de humor na Sala Carlos Couto


A atriz Berta Loran completará 90 anos em março 2016 e será homenageada com a exposição “Berta Loran, 90 anos de talento, humor e amor”, que poderá ser vista a partir do dia 29 de março na Sala Carlos Couto.  A noite de abertura contará com a presença da atriz e com o lançamento do livro “BERTA LORAN: 90 ANOS DE HUMOR- Uma homenagem de João Luiz Azevedo ao Talento de Berta Loran”.
A exposição contará com fotos do acervo pessoal, objetos e recordações dos diversos trabalhos realizados por Berta no cinema, teatro e TV, cartazes, cartas e bilhetes, e ainda, depoimentos e caricaturas feitas por grandes artistas em sua homenagem.
O livro escrito por João Luiz Azevedo, idealizador da exposição e diretor do Projeto, contará a vida de Berta, seu nascimento na Polônia, sua chegada ao Brasil, o ingresso na carreira, as dificuldades, os principais trabalhos e prêmios, as grandes parcerias, curiosidades, além de conter a reprodução de depoimentos de grandes personalidades da cultura brasileira sobre a atriz.
Sobre a atriz
Em 1937, aos 11 anos, Basza Ajs mudou-se com a família para o Brasil, instalando-se num sobrado na Praça Tirandentes, RJ. Ingressou no teatro por incentivo do pai, no início da década de 1940, passando a adotar o nome artístico Berta Loran.
Seu primeiro papel para profissional foi interpretado em uma revista, em 1952, aos 26 anos, no palco do Teatro Carlos Gomes. Na TV fez sua estreia no programa Espetáculos Tonelux, na saudosa TV Tupi.  No cinema, estreou em 1955, no período das chancadas brasileiras. Depois de sucessos no teatro e de ter passado pela tv Record, em 1966, foi convidada por Boni para trabalhar na Rede Globo, em um programa intitulado Bairro Feliz Bairro, descobrindo seu talento humorístico.
De ai em diante Berta não parou mais, fez parte de mais de 15 filmes, 25 programas de sucesso entre eles Balança mais não cai, Faça Humor não faça guerra, Viva o Gordo, Escolinha do professor Raimundo, e inúmeras peças de teatro. Ao longo de sua carreira Berta contracenou com os maiores nomes do teatro, tv e cinema brasileiros, e podemos dizer, sem sombra de dúvida que a carreira desta grande atriz se confunde com a própria historia da cultura Brasileira.


Serviço
Exposição “Berta Loran, 90 anos de talento, humor e amor”
Abertura: 29 de março
Horário: 18 horas
Visitação: 30/03 a 29/05, de terça a sexta das 10h às 18h; sábado e domingo das 15h às 18h.
Entrada Gratuita
Local: Sala Carlos Couto (anexa ao Teatro Municipal de Niterói)
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói

Tel: 2620-1624

“O negro crepúsculo”, um romance fora dos padrões do jornalista Eduardo Lamas na Amazon




Uma história envolvendo amor e paixão, suas semelhanças e diferenças, encontros, desencontros e reencontro. Este é uma das muitas definições que “O negro crepúsculo”, segundo livro de Eduardo Lamas, pode receber. À venda na Amazon Kindle, a obra pode  ser lida em qualquer dispositivo (smartphones, tablets e computadores pessoais) e ser adquirida por R$ 15,01 neste link: http://goo.gl/SdKSqU.

O enredo começa com uma dolorosa desilusão amorosa de c.j. marques (“assim mesmo com minúsculas, igual ao poeta e.e. cummings”), um taxista formado em publicidade, mas que sonha ser escritor. Ele busca uma relação incendiária, porém, só encontra fogo de palha. E reflete, nas muitas viagens em seu táxi ou de sua mente questionadora e imaginativa, sobre o mundo em que vive, a cidade, a sociedade, os homens no geral e as mulheres, em particular.

O autor, que além de escritor, é jornalista e empresário dos ramos cultural e de Comunicação, acredita que, embora diga que “O negro crepúsculo” seja um romance, o livro tenha outras características marcantes. Uma delas é a presença de poesias na abertura de quase todos os capítulos - as exceções são o “Prelúdio”, o capítulo “I” e o epílogo. “A narrativa é em primeira pessoa, mas creio que muitas vezes o leitor se perguntará quem está relatando e comentando os acontecimentos com o personagem principal, a cidade e a sociedade em que ele vive, o mundo, as mulheres que passam pela vida dele. Espero que o leitor também se veja em alguns momentos como o “eu” narrador”, afirma Eduardo Lamas.

As poesias são constantes nos textos do escritor. Elas são a razão de ser de “Profano coração”, lançado fisicamente em 2009 por uma editora do Rio de Janeiro e já esgotado - atualmente está  à venda também somente em versão digital: http://bit.ly/1L3rcqW. Os poemas estão presentes também nas peças teatrais de Lamas, a grande maioria inédita - somente “Sentença de vida” foi montada e encenada no início dos anos 2000.

Sobre o autor
Eduardo Lamas é escritor, jornalista e sócio-diretor da Mais e Melhores Produções Artísticas Ltda.. Como jornalista atuou como repórter, redator, revisor, subeditor e editor em vários veículos de comunicação. Entre eles, rádios Imprensa FM e Tropical FM, Jornal dos Sports, Agência Sport Press, Agência O Globo, O Globo Online, jornal O Fluminense, Lance Multimídia, Revista e Agência Placar, site Pelé.Net, Oi Internet, Jornal do Brasil e Globoesporte.com.

Foi premiado como Destaque Especial em três categorias (conto, poesia e crônica) do IV Concurso Literário "A Palavra do Séc. XXI", em 2001, e é autor da peça “Sentença de vida”, que ficou em cartaz entre 2002 e 2003 em palcos do Rio, Niterói e São Gonçalo; do livro “Profano coração”, lançado em julho de 2009 (e atualmente à venda também somente em versão digital na Amazon Kindle), e do blog Em Questão (www.eduardolamas.blogspot.com), no ar desde março de 2008. É atualmente colunista do jornal Portal (www.jportal.com.br), onde publica mensalmente crônicas, artigos e poesias de sua autoria.

Na Mais e Melhores Produções Artísticas, além de trabalhos de assessoria de imprensa para projetos, eventos e profissionais da área cultural, desde setembro de 2012, atualmente é revisor e fez parte do corpo editorial dos dois primeiros números da revista digital Acorde! (https://lnkd.in/d5xyphP).



O negro crepúsculo (divulgação)



Ficha técnica do livro
Título: O negro crepúsculo
Autor: Eduardo Lamas
Formato: eBook Kindle
Tamanho do arquivo: 344 KB
Número de páginas: 95 páginas
Editora: Em Questão (10 de março de 2016)
Vendido por: Amazon Servicos de Varejo do Brasil Ltda
Idioma: Português
ASIN: B01CTHQZUK

terça-feira, 22 de março de 2016

LIBERTANGO comemora 20 anos de carreira com show inédito e convidados especiais na Caixa Cultural do Rio de Janeiro


A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta o show inédito Tangos Hermanos- 20 anos do grupo LiberTango,de 29 a 31 de março (terça-feira a quinta-feira). O grupo formado pela família Caldi – a argentina Estela (piano) e seus dois filhos brasileiros, Marcelo (acordeom) e Alexandre (sopros) - comemora seu 20 anos com convidados ilustres: Yamandu Costa (violão), no dia 29; Soraya Ravenle (voz), no dia 30, e Hamilton de Holanda (bandolim), em 31 de março. Todos os espetáculos começarão às 19h.

No repertório do show, muitas composições de Piazzolla como Fuga y mistério, Contramilonga a la funerala, entre outras. O público também irá se surpreender com as versões “tangueadas” de músicas de Chico Buarque, Lupicínio Rodrigues e Marcos Sacramento. Considerado um dos mais expressivos grupos de tango no Brasil, o LiberTango já se apresentou em diversos festivais e gravou e tocou com grandes instrumentistas. Possui quatro CDs: Tangos hermanos (2013), Porteño (2010), Cierra tus ojos y escucha (2007) e LiberTango – a música de Astor Piazzolla (2005).

“Quando o LiberTango surgiu, meio de brincadeira, há 20 anos, nosso intuito era apenas interpretar a música do grande compositor argentino Astor Piazzolla. A resposta imediata do público foi tão positiva que logo percebemos o quão séria essa brincadeira iria se tornar. Agora, tanto tempo depois, podemos dizer que carregamos na nossa história, além de Piazzolla, os tangos tradicionais, o tango brasileiro, composições próprias, um público fiel e muitas parcerias! Então, nada mais justo do que celebrar nossos 20 anos de história trazendo ao palco alguns dos nossos parceiros mais talentosos! Cada noite uma história. Assim será nossa mini-temporada”, explica Alexandre Caldi.
Integrantes:
A pianista Estela Caldi é considerada uma das maiores intérpretes de Astor Piazzolla na América Latina. Radicada no Rio de Janeiro desde 1969, ganhou o título de mestre em piano no Brasil, nos anos 1980, na UFRJ, com tese sobre Rudepoema, a maior e mais desafiadora peça composta por Villa-Lobos para piano.

O acordeonista Marcelo Caldi alcançou projeção nacional, em 2012, a partir das homenagens ao centenário de Luiz Gonzaga, mostrando um lado orquestral e sinfônico do rei do baião, venceu o Prêmio Funarte e lançou o livro e o disco Tem sanfona no choro, edição do Instituto Moreira Salles.

Compositor, arranjador e instrumentista, Alexandre Caldi é um dos raros representantes do sopro brasileiro a incorporar influências latinas em sua obra de forma requintada e expressiva. É mestre em música pela Uni-Rio, com trabalho inédito sobre os contrapontos de Pixinguinha.

Convidados:
O gaúcho Yamandu Costa é um dos guardiões das tradições musicais do Sul do país, cuja principal característica está no diálogo com as influências argentinas e uruguaias. É considerado a maior referência mundial do violão de sete cordas.

Hamilton de Holanda se encontrou com o tango na adolescência, pelas águas do choro, cujas influências europeias e africanas também ajudaram a formatar o ritmo argentino. Em sua trajetória consta o prêmio de melhor instrumentista por unanimidade, na única edição e nas duas categorias - erudito e popular -, do Icatu Hartford de Artes 2001.

A cantora, atriz e bailarina niteroiense Soraya Ravenle vem emprestando seu lado dramático para dar vida a tangos tradicionais de Carlos Gardel, e mostrar um lado mais portenho de compositores brasileiros. Já participou de 30 musicais, em 28 anos de carreira. Recentemente, participou da novela I love Paraisópolis, na TV Globo.

Palestra sobre tango:
No dia 30 de março (quarta-feira), às 15h, será realizada uma palestra interativa com os integrantes do LiberTango direcionada a estudantes de música e interessados em geral no tema As raízes do tango brasileiro e do tango argentino. O evento terá entrada franca mediante inscrição pelo e-mail gasparinando@gmail.com.





Serviço:
Tangos Hermanos - 20 anos do grupo LiberTango
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Teatro de Arena
Endereço: Avenida Almirante Barroso, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Telefone: (21) 3980-3815
Datas:
29/3 (terça-feira), com Yamandu Costa (violão);
30/3 (quarta-feira), com Soraya Ravenle (voz),
31/3 (quinta-feira), com Hamilton de Holanda (bandolim)
Horário: 19h
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Além dos casos previstos em lei, clientes CAIXA pagam meia.
Lotação: 176 lugares (+ 3 para cadeirantes)
Bilheteria: terça-feira a domingo, das 10h às 20h
Classificação Indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência


quarta-feira, 16 de março de 2016

A Casa dos Budas Ditosos em curta temporada no Teatro Municipal de Niterói


Em A Casa dos Budas Ditosos, uma comédia afrodisíaca adaptada por Domingos de Oliveira do romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, a atriz Fernanda Torres interpreta uma libertina baiana sexagenária que detalha as incontáveis experiências sexuais que teve ao longo da vida. Depois de grande sucesso pelas principais capitais brasileiras, incluindo apresentações em Portugal, o espetáculo voltou aos palcos com a temporada Verão 2016 no Teatro Oi Casa Grande e agora abraça o povo de Niterói com mais uma temporada nos dias 17 a 27 de março (quintas e domingos 19h sextas e sábados 20h), no Teatro Municipal João Caetano.

Quando Domingos de Oliveira há cerca de doze anos, leu pela primeira vez a obra de João Ubaldo percebeu imediatamente o valor dramático do texto. Nem todo livro rende uma boa adaptação teatral; A Casa dos Budas Ditosos, porém, é um livro escrito na primeira pessoa, é o depoimento de uma mulher que deseja dizer ao mundo que ousou cumprir sua vocação libertina e foi feliz, não há danação na luxúria. Nasceu teatro porque é oral e é oral porque, segundo o próprio João Ubaldo, nas primeiras páginas do livro: “é impossível falar sobre sexo na terceira pessoa”.

Para viver a personagem, Domingos pensou que "precisava de alguém que soubesse transitar por todas as idades, pelas diversas fases da personagem”.Ao diretor, pareceu que uma atriz que estivesse “entre os trinta e cinco e os quarenta e poucos, a melhor idade na vida de qualquer mulher”. Segundo a baiana do livro, seria o ideal para criar essa diversidade.

Esse artifício, simples e não realista, de ter uma atriz de meia-idade, vivendo uma mulher de idade que se lembra de todas as suas idades, acabou por acentuar o discurso libertário da baiana de João Ubaldo. Quem prega, confessa, ri é a mulher no seu ideal é uma imagem projetada e viva. Essa ilusão contribui para que a viagem sexo-sensorial, proposta por João Ubaldo, aconteça plenamente no teatro. É impossível ficar indiferente à seleção de homens e mulheres que a baiana evoca, como também é impossível, ao evocá-los, deixar de passar em revista o seu próprio memorial afetivo. Esse efeito colateral, talvez, seja a grande experiência sensorial do espetáculo.

“A narrativa de João Ubaldo Ribeiro contém nítida importância filosófica, disfarçada em folhetins de peripécias sexuais. O personagem sem nome que Ubaldo criou é sem dúvida uma deusa. Ela possui uma liberdade divina almejada na imaginação por todos nós e, na prática, inalcançável por qualquer um de nós”, diz Domingos.

Fernanda Torres encontrou nesse convite o projeto ideal para experimentar a possibilidade de se fazer teatro apenas com um ator, um texto e um microfone. Era uma vontade antiga que a atriz alimentava desde que assistiu pela primeira vez a Spalding Gray. A contundência do discurso sexual da baiana e a qualidade do texto de João Ubaldo deram segurança aos dois, Domingos e Fernanda, de optar pela limpeza absoluta, de confiar na máxima de que quanto menos, mais. Arriscaram deixar a personagem sentada, acompanhada apenas de alguns objetos, entre os quais, o maravilhoso livro Nossa Vida Sexual, de Fritz Khan, da Biblioteca do Avô da personagem, (que tivemos a alegria de encontrar num sebo de São Paulo) e os dois Budas Ditosos, estatuazinha em miniatura de dois budinhas praticando o sexo, “essas coisas milenares, de Chinês”.






Serviço
A Casa dos Budas Ditosos – Teatro Adulto
Datas: 17 a 20 e 24 a 27 de março
Horário: quintas e domingos 19h sextas e sábados 20h
Duração: 100 min
Classificação etária: 18 anos
Ingresso: R$ 90 (plateia, frisas e camarotes) R$50 (galeria)
Local: Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua XV de Novembro, 35, Centro, Niterói
Tel: 2620-1624

quarta-feira, 2 de março de 2016

Amelinha e Gibran Helayel - “Romance Moreno nas Janelas do Brasil” no Teatro Municipal de Niterói

AMELINHA E GIBRAN HELAYEL FAZEM SHOW INÉDITO NO MUNICIPAL DE NITERÓI

 Amelinha e Gibran Helayel apresentam no dia 10 de março, às 19 horas, no Teatro Municipal de Niterói, o espetáculo “Romance Moreno nas Janelas do Brasil”, onde comemoram 40 anos de carreira da cantora cearense.
 Misture a voz marcante de Amelinha, canções do maestro Gibran Helayel e a poesia de Castro Alves. Acrescente o empenho de músicos de primeira linha, muitas horas de ensaio, a escolha minuciosa do repertório e o desejo de comemorar em grande estilo os 40 anos de carreira da cantora cearense. O resultado é Romance Moreno nas Janelas do Brasil, um projeto musical com clássicos eternizados pela cantora cearense e canções criadas pelo compositor a partir de poemas do autor de Espumas Flutuantes.
 Não é preciso ir muito longe para ver que esta parceria promete dar novo fôlego à música popular brasileira. Se não, vejamos. A história de Amelinha é marcada por encontros generosos com compositores de peso que lhe deram preciosidades para seu repertório de intérprete. Já Gibran Helayel é um artista multifacetado, que se divide entre a composição, os instrumentos de cordas e a regência de coros. O trabalho mais recente da cantora foi o CD Janelas do Brasil, que rendeu também um registro ao vivo. Enquanto ele está prestes a lançar o livro de partituras Romance Moreno, com canções criadas a partir de poemas de Castro Alves.
 "Quando eu conheci o Gibran Helayel, tive a mesma alegria que invadiu meu coração tantas outras vezes. Ao ouvir sua música, tão suntuosa bem elaborada em tons de clássico, mas com sabor popular, encantei-me e foi se delineando uma ideia de que poderíamos fazer algo luminoso e descontraído. O Gibran tem um vasto conhecimento sobre arte e tem a vantagem de, por ser regente e lidar com vozes, entender o meu trabalho", declara Amelinha.
 Nascida em família afeita à música e às artes em geral e cantora desde os dois anos, Amelinha ouviu em primeira mão algumas das maiores pérolas da música brasileira quando ainda engatinhava na carreira. Recém-chegada em Fortaleza após morar um ano em São Paulo, na década de 70, ela conheceu Mucuripe, de Fagner e Belchior, quando o primeiro a apresentou à composição ao violão. Teve seu primeiro contato também com Terral pelas mãos do próprio autor, Ednardo. Depois, na volta ao Sudeste, foi a vez de Vinícius de Moraes levar à então aspirante a cantora profissional uma parceria sua com Toquinho chamada Ai Quem me Dera.
Já dando seus primeiros passos na música, a artista cearense, batizada pelos amigos conterrâneos de Flor da Paisagem - apelido que rendeu o nome de seu primeiro disco - foi apresentada a Tempo Rei pelo baiano Gilberto Gil. Frevo Mulher, um dos seus maiores sucessos, chegou a ela através de seu autor, Zé Ramalho, com um empurrãozinho de Geraldo Azevedo, que também a presenteou com o clássico Dia Branco. Consagrada como uma das maiores vozes femininas do país depois de gravar todas essas pérolas, Amelinha seguiu esbarrando muitos compositores pelos caminhos que trilhou. Em um encontro ao acaso com Gibran Helayel, descobriu uma nova e frutífera parceria.
"Minha admiração por Amelinha cresceu ainda mais nos primeiros encontros. Estudei violão, alaúde e harpa, participei de muitos recitais e shows e sempre compus música popular e instrumental. E trabalhar com Amelinha é gratificante e enriquecedor, porque além de uma sensibilidade artística altamente elaborada ainda tem essa voz telúrica, trovadoresca. É onde o sertão brasileiro e Andalucia se encontram. É daquelas cantoras que mesmo cantando à ‘palo seco’, seu canto chega longe, afirma Gibran.”
O encontro do músico do Rio de Janeiro com a cantora do Ceará se deu em Niterói, onde os dois estão radicados. Sem se dar conta, Gibran Helayel fez a mesma coisa que os outros: apresentou para Amelinha Pingos D’água no Capim ePingos nos Is, duas parcerias com Renato Rocha. A cantora se encantou com as canções e já começou a planejar o show. Do seu repertório, trouxe para o roteiro Galos, Noites e Quintais (Belchior), Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César),Terral (Ednardo), Gemedeira (Robertinho de Recife e Capinam), Periga Ser (Robertinho do Recife e Fausto Nilo),Légua Tirana ( Luiz Gonzaga), Romance da Lua Lua (Flaviola e Garcia Lorca), Chuva e Sol (Sá e Guarabira),Eternas Ondas (Zé Ramalho) e Noites de Cetim (Herman Torres e Sergio Natureza), além dos clássicos Dia Branco,Frevo Mulher ,Foi Deus Que Fez Você, Mulher Nova, Bonita e Carinhosa (Zé Ramalho e Otacílio Batista) eNoites do Rio (Caio Silvio). Essa última inspirou o cineasta Sérgio Bernardes a dizer que Amelinha deveria estar cantando em todas as janelas do Brasil e acabou dando nome a um dos discos da cantora (e, consequentemente, a esse show).
"Eu canto acompanhada de dois violões (Julinho Brown e Cesar Rebechi) e Gibran se apresenta sozinho, no formato voz e violão e em algumas canções acompanhado de Gabriel Ruiz, no cajon e vocal”.
Amelinha e Gibran Helayel levarão Romance Moreno nas Janelas do Brasil a diversas cidades brasileiras antes de iniciar apresentações no exterior onde o público terá a chance de conhecer o poder da música brasileira através de uma das nossas maiores vozes e através de um artista que tem um trabalho de composição bastante original e inspirado, que traz em seu canto e no violão influências musical de diversas procedências - dos trovadores do século XIII aos violeiros dos sertões brasileiros - além de intensas incursões no campo da música puramente instrumental.



Amelinha e Gibran Helayel (divulgação)

Serviço
Amelinha e Gibran Helayel - “Romance Moreno nas Janelas do Brasil”
Data: 10 de março
Horário: 19 horas
Duração: 90 min
Classificação etária: Livre
Ingresso: R$ 50,00
Local : Teatro Municipal de Niterói
Endereço: Rua Quinze de Novembro, 35, Centro, Niterói

Lançamento do Livro 'O problema é ter medo do medo' da autora Ana Helena Tavares no Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro

A Editora Revan está lançando no próximo dia 15, o livro O PROBLEMA É TER MEDO DO MEDO - O que o medo da ditadura tem a dizer à democracia?, da jornalista Ana Helena Tavares. É o primeiro livro da autora, mas o conteúdo transmite muita informação de peso pois ela entrevista pessoas importantes que viveram a época da ditadura. Alguns dos entrevistados são Dom Pedro Casaldáliga, os advogados de ex presos políticos Modesto da Silveira e Marcelo Cerqueira, e também os jornalistas Cid Benjamin e Alberto Dines, entre outros.

“Nesse período, em que tanto se debate o golpe militar e a ditadura, o livro de Ana traz, também, outro ensinamento: a busca pelo aprofundamento da democracia deve ser uma constante na vida das sociedades. É como se ela fosse um esforço sem fim. Que, tal como a linha do horizonte, cada vez que damos um passo em sua direção, parece se afastar. Não importa. Não nos deixemos levar pela ilusão. Cada passo é, sim, um avanço.” – Cid Benjamin.

O problema é ter medo do medo, o novo lançamento da Editora Revan, retoma o episódio da ditadura militar no Brasil. Apesar de tratar de um momento histórico do país, a obra escrita pela jornalista Ana Helena Tavares não pode ser considerada um livro de História, pois a partir das 26 entrevistas realizadas com personagens que viveram de perto este período, o livro consegue abordar, sem a censura dos anos de chumbo, um passado que ainda tem muitos reflexos no presente.

No livro, Ana Helena apresenta um extenso trabalho de campo, no qual ela passou pela experiência de ir a diferentes lugares para entrevistar pessoas que viveram intensamente a luta contra o medo instalado de 1964 a 1985 e que falam sobre a herança deixada para a democracia. São eles: Paulo de Mello Bastos, Dom Waldyr Calheiros, Brigadeiro Rui Moreira Lima, Capitão Fernando de Santa Rosa, Capitão Luiz Carlos de Souza Moreira, Coronel Ivan Proença, Dom Tomás Balduíno, Dom Pedro Casaldáliga, Tiuré Potiguara, Affonso Romano de Sant'Anna,  Alberto Dines, Evandro Teixeira, Milton Coelho da Graça, Silvio Tendler, Sérgio Ricardo, Dr. Hélio Bicudo, Dr. Modesto da Silveira, Dr. Marcelo Cerqueira, Dra. Rosa Cardoso, Cid Benjamin, Celso Lungaretti, Carlos Eugênio Paz, Aluízio Palmar, Marília Guimarães, Cecília Coimbra, Dra. Margarida Pressburger.

Segundo a autora, a ideia de fazer essa série de entrevistas surgiu em 2009, no entanto, a inspiração para o livro já a havia encontrado desde 2008, quando ela teve a oportunidade de ler um artigo sobre os 40 anos do Ato Institucional Nº 5, escrito pelo sociólogo Gilson Caroni Filho. “A leitura daquele artigo, com dados aterradores que eu desconhecia e que tantos jovens desconhecem, detonou em mim a vontade de gritar ao mundo a história do meu tio – torturado durante a vigência do AI-5, sem ser oposicionista de nada, sem que pertencesse a nenhuma organização política”, explica Ana Helena, que também apresenta no texto o relato pessoal das agressões feitas a seu tio, que sequer tinha envolvimento político na época.

Sobre a autora: Ana Helena Tavares é carioca, nascida em 1984, ano das “Diretas Já!”. Estudou no Colégio Pedro II, ao qual deve em grande parte sua formação humanística. Premiada em concursos de crônicas e monografias, tem textos em prosa e verso publicados em seis antologias. É jornalista, membro efetivo da ABI, e mantém o site de jornalismo político “Quem tem medo da democracia?” (http:// quemtemmedodademocracia.com). 




Serviço
Lançamento do livro 'O problema é ter medo do medo'  da autora Ana Helena Tavares
Dia: 15 de março
Local: Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro
Autora: Ana Helena Tavares
EDITORA REVAN
História/ Política
ISBN: 978 85 7106 553-6
300 páginas